Lizette Chirrime, L27

7 de Março de 2013 @ 13:45
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LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL

Faço o uso do saco como base ou tela para exprimir os meus pensamentos, as minhas ideias e as experiências vividas, utilizando materiais naturais. Trago cores vibrantes e alegres que transmitem o lado positivo da vida.

Nesta residência, uso o mesmo material para falar da alegria e do lado positivo da escravatura, pois acredito que em tudo há um lado positivo. Neste caso, a influência da cultura africana no Brasil, América, entre outros, na dança, nos ritmos, na tradição, na culinária, nos trajes, etc.

Os escravos usavam os tempos livres para praticar a dança e cantar, para aliviar o coração de tanto sofrimento e expressar o que lhes ia na alma.

Notam-se também grandes influências africanas, por exemplo no desporto, na música ou na moda.

Lizette Chirrime, L27

Jorge Pereira

7 de Março de 2013 @ 13:42
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O MUNDO EM QUE VIVEMOS

As obras apresentadas são o resultado de diversas reflexões sobre a escravatura, mais precisamente sobre a escravatura nos dias de hoje, focando-me na questão do trabalho infantil.

Sendo assim, o meu trabalho pode dividir-se em duas partes: uma mais representativa do trabalho infantil, retratando uma criança no Gana que trabalha na apanha do cacau, e outra criança brasileira numa mina de carvão. São exemplo do que uma sociedade capitalista e de consumo propõe para os países de onde retira as matérias primas que sustentam o seu desenvolvimento.

Uma outra parte do meu trabalho remete para as minhas raízes e para o país que me viu nascer, apresentando a minha família através de uma fotografia tirada na Beira, em Moçambique, uma criança moçambicana representando a degradação da sociedade onde ela habita e, por fim, Samora Machel, aquele que marcou a minha vida e a de todos os que aqui viviam naquela época.

A maioria das obras tem como suporte objectos que, de algum modo, representam o trabalho.

Jorge Pereira

Félix Albino Mula

7 de Março de 2013 @ 13:38
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MEIOS, FINS E SITUAÇÕES

Para mim, falar da escravatura é falar de um problema de hoje. Aliás, é um tema polémico: uns querem esquecer-se dessa tragédia e outros querem reactivá-la.

Muito já foi escrito e feito sobre a escravatura mas, quase sempre, referente à que oficialmente “teve fim” no século XIX, a da mercantilização o homem.

Eu não vivi a escravatura de que a história fala e acho que, dessa, não tenho muito a dizer, pois estou sempre ocupado com as dores da escravatura moderna.

Hoje é “voluntariamente” que os chicotes e as correntes invisíveis actuam em nós.

Actualmente, à escravatura faz-se um convite, não obrigatório, criam-se elementos supostamente indispensáveis à vida, elementos que eu prefiro chamar “meios, fins e situações escravizantes”.

No presente trabalho fotográfico proponho algumas imagens com as quais tento partilhar esse meu ponto de vista.

Nessas imagens interessou-me o que o homem tocou ou toca fisicamente: “meio escravizante”. E o que o homem toca através da mente: “fim escravizante”.

É uma tentativa de metaforizar a impressão visível ou invisível do homem existente nos objectos.

Faço parte dos que acreditam que, ao invés de investir-se atenções na “primeira versão” da escravatura, o melhor é tentar perceber e arranjar mecanismos para combater a actual.

Félix Albino Mula

David Mbonzo

7 de Março de 2013 @ 13:31
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QUINQUILHARIA

Considero quinquilharia os meus objectos (ARTEFACTOS), partindo do pressuposto que o comércio de escravos era feito com base na troca de objectos variados, entre os quais tecidos, espelhos, missangas, etc.

Os elementos que uso na elaboração dos meus objectos são revestidos, na época actual, de uma nova roupagem, mas continuam a nos escravizar por lhes darmos um valor que  apenas pretende preencher o vazio que envolve os nossos dias.

David Mbonzo

Alejandro Cordovés Rodriguez

7 de Março de 2013 @ 13:29
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Alejandro Cordovés Rodriguez

TRAVESSIA

A rota dos escravos é um tema que sugere diversas formas de representação.

Para mim, a cerâmica é um meio propício para transmitir múltiplas ideias e sensações. Uma delas é a fragilidade. Este trabalho tem o propósito de recordar metaforicamente a fragilidade da vida do escravo na sua viagem sem regresso, que fazia ao desconhecido, alterando de muitas formas o futuro do mundo e do homem como espécie.

O barco, como objecto, foi usado de diversas maneiras na arte. No meu caso, trato de levá-lo a outras dimensões espaciais, com o propósito de accionar novas ideias e descontextualizar os elementos. A colocação dos barcos na parede tem como intenção descontextualizar o objecto.

A utilização de diferentes materiais como a vela, o fogo e a cerâmica, imitando a madeira, tem a ver com a continuação do meu trabalho. Agrego diversos materiais ao elemento cerâmico, pois a visualidade é relevante na minha obra.

Alejandro Cordovés Rodriguez

Aladino Jasse

7 de Março de 2013 @ 13:24
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O MINIMAL ESCLAVAGISTA

Este trabalho foi inspirado na palestra proferida na ENAV pelo arqueólogo Guillermo J. H. Rodriguez, que falou sobre a influência da cultura Makua de Moçambique na cultura cubana, a partir do sistema esclavagista.

Aladino Jasse

A. Pedro Correia

7 de Março de 2013 @ 13:20
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 fantasmas

FANTASMAS

Nas relações entre povos outrora esclavagistas e povos outrora escravizados, entre povos anteriormente colonialistas e povos colonizados persistem fantasmas nunca superados que dificultam o entendimento e lançam tabus ainda sensíveis.

Nesta série de fotografias procurei abordar a presença incómoda desses fantasmas na cidade contemporânea e na forma como tempos históricos distintos se relacionam no mesmo espaço físico e geográfico. Fotografei de forma indirecta, como se se tratasse de um jogo de espelhos. O meu reflexo é captado nestas imagens como se eu próprio simbolizasse e transportasse todas as questões obscuras e desafiantes que importam resolver  e como forma de assumpção e pacificação de uma História que nos une e separa simultaneamente.

A. Pedro Correia

ROOTS 2013 aproxima-se do fim

26 de Fevereiro de 2013 @ 16:24
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Com a montagem da exposição, fica sempre a sensação de estar a acabar mais uma experiência forte!

Deixamos aqui algumas imagens para adoçar o apetite do que pode ser visto a partir de amanhã, dia 27 de Fevereiro, às 18h30, no Camões Instituto da Cooperação e da Língua, em Maputo.

Apareçam!!!

A. PEDRO CORREIA

ALADINO JASSE

ALADINO JASSE, roots, maputo

ALEJANDRO RODRIGUEZ

roots, maputo

DAVID MBONZO

roots, maputo

FÉLIX MULA

roots, maputo

JORGE PEREIRA

roots, maputo

LIZETTE CHIRRIME

roots, maputo

os locais de trabalho

25 de Fevereiro de 2013 @ 13:44
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A Escola Nacional de Artes Visuais acolhe os artistas da residência artística ROOTS.

São diversos os espaços que permitem a criação de novas obras, como vos mostramos abaixo!

Agradecemos o óptimo acolhimento!!!!

a. pedro correia

aladino jasse